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sexta-feira, 11 de março de 2011

O Nascimento... pelo Bebê


O nascimento do ponto de vista do bebê - por Ana Paula Caldas (Neonatologista em Campinas/SP)

Após 9 meses, aproximadamente 280 dias, 40 semanas ou 9 luas o bebê finalmente está pronto para nascer. O feto, completamente formado desde as 12 semanas, levou todo este tempo para crescer e amadurecer dentro do útero. No final da gravidez ele dá sinais que está maduro e inicia-se o trabalho de parto. Sua circulação é inundada de hormônios que sinalizam o nascimento iminente. As contrações uterinas massageiam o seu corpinho e dão a noção do ritmo. Finalmente, a passagem pelo estreito canal de parto comprime o tórax do bebê, auxiliando na saída do líquido amniótico presente em seus pulmões, boca e narinas. O bebê nasce, e enquanto permanece ligado à placenta pelo cordão umbilical que pulsa não há pressa em respirar. Nos braços da mãe, ele conhece o novo espaço, espirra, tosse e finalmente respira. Às vezes chora vigorosamente, às vezes apenas resmunga. Em alguns minutos, os pulmões expandem, a circulação fetal deixa de existir e a placenta não é mais necessária. O cordão umbilical para de pulsar e pode ser cortado. Enquanto isso, mãe e filho se reconhecem, trocam cheiros, o som do coração da mãe acalma o bebê, que lentamente começa a procurar o seio. Depois de mamar, o bebê adormece e descansa por um longo período, se recuperando dessa grande jornada.

A sequência descrita acima foi planejada pela natureza ao, longo de milhares de anos de evolução.
Infelizmente, este processo fisiológico não é respeitado na maioria das maternidades brasileiras. Aproximadamente 40 % dos bebês da rede pública e 80% da rede privada nascem através de cesariana. Grande parte deste número – principalmente na rede privada- correspondem 'as cesarianas eletivas (aquela marcada por conveniência do médico ou da mulher ). Nestes casos, o bebê não sabe que vai nascer. Não foi avisado pelo trabalho de parto, não recebeu os hormônios necessários, não sentiu o ritmo das contrações nem passou pelo canal de parto. Frequentemente estava dormindo no momento do nascimento. Tem que passar de feto a gente que respira em segundos. Seus pulmões, boca e nariz estão cheios de líquido amniótico. Só resta ao bebê aterrorizado a opção de chorar para expandir os pulmões e concluir à força o processo de transição.

A criança é levada a um berço aquecido, onde é vigorosamente enxugada. Geralmente o pediatra introduz uma sonda em sua boca e narinas para aspirar as secreções. A criança é pesada, medida, classificada e identificada. Rapidamente é apresentada à mãe, que não pode segurá-lo porque tem as mãos presas na mesa cirúrgica.

O bebê então é levado ao berçário, onde é colocado em um berço aquecido, observado pela família através de um vidro. Ali ele recebe um colírio de nitrato de prata, cujo objetivo é prevenir uma eventual conjuntivite pela bactéria causadora da gonorréia. É provável que suas pálpebras fiquem inchadas e doloridas em consequência do colírio. Ele recebe ainda uma injeção intramuscular de vitamina K, medicação usada para prevenir um distúrbio de coagulação.

Através do vidro do berçário observamos o recém nascido, sozinho no berço aquecido. A agressão sensorial foi tamanha que muitos dormem, exauridos. Outros choram e se debatem, observados pela família orgulhosa..

Algumas horas depois, o banho. O recém nascido é lavado com água morna, na banheira ou sob a torneira da pia. É preciso lavá-lo e remover qualquer vestígio de sangue ou vérnix. É necessário que ninguém perceba que o bebê nasceu de um útero, lugar cheio de mistérios. A criança é vestida e finalmente será amamentada.

A mãe recebe o pequeno estranho... que sequer viu nascer através dos panos estéreis da cirurgia. O pequeno estranho não tem seu cheiro, aliás cheira a algum produto químico. O pequeno estranho está sonolento, porque durante o período fisiológico de vigília estava no berçário. Depois de algum esforço, afinal consegue mamar. A natureza felizmente continua sábia e é através da amamentação que a mãe e o pequeno estranho vão enfim criar vínculos.

Enviado para lista PARTO NOSSO, em 04/03/2011.

terça-feira, 1 de março de 2011

Esse aqui vale a pena!!! Eu garanto.


Gente,

É um pouco longo, mas eu garanto que é muito bom.

http://vimeo.com/8526305

Bjsss

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Como sempre, um monte de coisas...

Pois eh,

Gostei muito da repercussão do meu último post. Todo mundo tem alguma coisa pra falar, né?! Acho importante debater o assunto e buscar o maior número de informações possíveis. Afinal, é do nosso corpo e do nosso momento mais que especial que estamos falando, né?! Não é certo deixar outros decidirem pela gente...

Enfim, mudando de assunto, no sábado faço 6 anos de casada. Sim, a 6 anos eu entrava na igreja, toda sorridente ao lado do meu pai meio emburrado (tadinho), indo ao encontro do amor da minha vida, daquele que me deu o nosso maior presente: o Noah.... algumas fotos ai pra relembrar:


A entrada...
Cantando com o maridão...
Um beijo...
Minha invenção.. ficou legal, né?!

Ok?! Eu sei que tô diferente, afinal nessas fotos eu estava com 58 kg - magra até demais!! Mas enfim, logo voltarei a ficar gata e gostosa como antigamente... foi minha promessa pro maridão e vou cumpri-la com a ajuda de vcs... mas isso é assunto pra depois que o Noah nascer. Não quero ficar preocupada com isso agora.

Já combinei tb o meu ensaio fotográfico. Provavelmente, será na 3ª semana de fevereiro (se Deus quiser, até lá, estarei livre do trabalho). Já discutimos como quero as fotos e pra minha alegria, meu fotógrafo e sua esposa (que tb é fotógrafa e técnica em enfermagem - e que fotografará meu parto) me deram esse ensaio de presente!!! Não é demais!!! Amigos assim, não tem preço...
Quanto ao meu trabalho, gente é demais... num tô aguentando. É briga, é um querendo furar o olho do outro, é confusão atrás de confusão, além da pressão extraordinária cada vez que se vai fechar o pagamento dos servidores... eu já decidi que não fico lá depois do dia 11.. na verdade, tô tentando sair antes, mas se não for possível, depois do dia 11 não tem acordo. Vou sair e ponto final. Além do que, tem muita coisa pra eu fazer, né?! Quarto, últimos preparativos, o chá, as fotos, a preparação para o parto normal... enfim, um monte de coisas.

Bom, o Noah continua do mesmo jeito: tem dia que mexe até - e tem outros, que dorme, dorme e dorme... queria que ele fosse mais sapeca, afinal, a gente baba com os chutes e movimentos deles, né?! Mas, tudo bem... o importante é que ele esteja bem.

Eu sei que pode parecer bobagem, mas um coisa anda atrás da minha orelha... o Noah não virou ainda, gente. A médica disse que em geral, o primeiro filho vira entre a 30ª e a 32ª semana... mas eu já vi muitas vendo o bebê virado antes da 28ª... queria tanto ver ele virado na US de semana que vem.... vcs podem me dizer com quantas semanas o bebê de vcs viraram??!! Só pra eu ter uma idéia.... e matar essa pulga que tá me atormentando.....rsrs.

Domingo, faremos 30 semanas. Não é lindo, isso??! Dia 29, 6 anos de casada e dia 30, 30 semanas de gestação!!! Tô muito feliz... mesmo com as pulgas que aparecem e os aborrecimentos no trabalho, essa gestação me deixou muito feliz... e isso ajuda a gente a se sentir mais bonita, mais poderosa. Me sinto uma mulher realizada. Não importa nem os quilinhos a mais... olho no espelho (e mesmo ainda achando a barriga um pouco pequena), me acho linda!!! Que bom, né?! Espero que se sintam assim tb.

Bom, vou parar por aqui. Prometo mais post interessantes sobre parto e amamentação daqui pra frente... tenho descoberto muita coisa e vou contar tudo pra vcs.
Bjsss

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Sobre o parto...

Bom, existem muitas divergências e discussões a respeito do tipo de parto. Quero deixar claro aqui que odeio essa conversa de ser mais ou menos mãe. Isso não existe. Todas são mães, independente de o bebê ter nascido por parto normal, cesário ou se ele veio de outra mãe e ficou como filho do coração.

Eu defendo com unhas e dentes o parto normal, pq é o parto que sonho pra mim. Um parto para o qual meu corpo foi preparado: todos os músculos, ossos, ligamentos, tudo vem sendo preparado durante os anos de minha vida para esse momento. Um parto com o mínimo de intervenções possíveis, onde eu possa ter minha liberdade de expressão, de opinião e onde eu possa sentir todo o poder do meu corpo. Enfim. Sei que há dor, mas sei que eu vou estar lá, inteira nesse momento único da minha existência.

É claro que existe a possibilidade da cesária ser necessária. Algo pode dar errado no percurso e ai, temos a cesária como meio de consertar as coisas, de ajudar. Mas esse negócio de marcar a cesária porque o médico quer ou porque eu tenho medo da dor ou medo de como vai ficar lá embaixo ou qq outra coisa que não seja a minha saúde e a do meu bebê, é um absurdo. Cesária é cirurgia. Há grandes riscos... bem maiores que no parto normal. Hoje existe a possibilidade da anestesia peridural durante o parto normal ou da analgesia. Eu não descarto a possibilidade de querer a analgesia, mas nunca a peridural - é quase a mesma coisa que fazer uma cesária. Graças a Deus, a peridural quase não é utilizada no PN, mas pelo sim, pelo não, resolvi colocar esse texto aqui, para fazer todo mundo refletir.

Esse texto foi extraído do livro "Quando o Corpo Consente" de Marie Bertherat, Thérèse Bertherat e Paule Brung. É o diário de gravidez de Marie. Foi escrito em 1997 e apesar de ser um pouco antigo, tem muitas lições importantes para quem está grávida. O texto abaixo foi escrito pela parteira Paule Brung. Leia com atenção.
As mulheres não reagem da mesma maneira à dor do parto. Algumas se contorcem de dor, outras não sentem nada ou quase nada. Por diversas razões fisiológicas e psicológicas. Nosso corpo não está inerte diante da dor, ele tem suas defesas próprias. No momento do nascimento, o organismo materno secreta um hormônio chamado endorfina. É um analgésico semelhante à morfina. A endorfina adormece a dor e proporciona bem-estar. Se o relacionamento do pessoal da maternidade com a mãe for calmo e apaziguador, a secreção de endorfina aumenta. O ambiente, o meio no qual a mulher dá à luz, a confiança que ela tem, ou não, em si mesma, na parteira e no médico influem muito no modo como ela vai sentir dor. Um estudo feito na Inglaterra e citado por Jeannette Bessonard em "Oles des Gesfemmes", mostra que, quando as mulheres conhecem a parteira (ou o médico) que as assiste, o número de anestesias durante o trabalho de parto diminui ao mesmo tempo em que cresce a proporção de partos normais e naturais.

A esse propósito, lembro-me da Sra. D. Quando chegou à maternidade, estava sorridente e tranqüila. O trabalho caminhava rapidamente, ela controlava muito bem as contrações até que a enfermeira, ao levá-la para a sala de parto e achando que fazia uma piada, disse que iam para a "sala de torturas". A Sra. D. deixou de controlar as contrações, ficou subjugada pela dor e tivemos muita dificuldade para fazê-la retomar o trabalho correto. Era a única frase que não poderia ter sido dita.

A dor também não é estranha à história emocional da mulher. Ela deseja ou tem receio de soltar o filho, de pô-lo no mundo? Tem medo da separação? Todo parto remete ao próprio nascimento. Ao dar à luz, a mãe revive o trauma de sua chegada ao mundo. Se nasceu com a ajuda de fórceps, vai ter medo do fórceps. Se nasceu por cesariana, terá medo de cesariana. Ora, é quase sempre o medo e a angústia que provoca a dor. É uma teoria antiga, que verifico a cada nascimento. A mulher com medo tem contrações exageradas nos músculos, principalmente na região lombar e na bacia. O bebê se encaixa mal, o útero precisa redobrar esforços para superar o obstáculo muscular, as contrações serão mais fortes,mais longas e mais dolorosas. Cai-se num círculo vicioso. Como enfrentar as contrações, como torná-las suportáveis e como dominar a dor? Como conservar a calma e viver intensamente, mas sem experimentar as sensações tão fortes e poderosas da vinda ao mundo?

As contrações não duram para sempre, porque todas elas são eficazes. A dor existe, mas dá para suportar, porque o bebe sairá logo. Se você ainda não optou pela anestesia peridural e a deixou de lado como um coringa a ser usado caso a dor se torne insuportável, é provável que nem venha a precisar dela. Não sentirá vontade, nem necessidade de ser anestesiada. Vai viver o parto em toda a sua plenitude. As parteiras costumam dizer que a anestesia peridural as relega a um papel técnico; é o médico quem decide tudo. Outras, porém, gostam da anestesia porque a função delas fica mais fácil, já que as paturientes não dão trabalho. Isso revela um novo estado de espírito. Acaba-se esquecendo que quem dá à luz é a mãe, e não o médico ou a parteira! A anestesia cria uma separação entre a mulher e seu corpo no momento em que ela mais tem necessidade de saber, e sobretudo de sentir, o que está acontecendo. A mãe fica imobilizada, pregada numa cama durante todo o trabalho, sem a possibilidade de fiar-se em suas sensações - que praticamente deixam de existir. Ela só obedece à ordens do médico e sujeita-se a suas intervenções. A parte superior do corpo assiste, impotente e submissa à intervenção médica efetuada na parte inferior. Incapaz de participar, a mulher fica condenada a suportar; quanto ao bebê, tem de enfretar sozinho as contrações. A mãe é forçada a abandoná-lo em plena tormenta; não seguem juntos o mesmo percurso.

Para quem quiser ler mais, pode baixar o livro aqui. É só clicar, ter um pouco de paciência para o arquivo ser carregado e salvar. Espero que gostem e até, que mudem de idéia. Sempre há tempo.
Também uma ótima reportagem que saiu na revista Época desta semana: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI204610-15230,00.html
Bjsss

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