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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Sobre o parto...

Bom, existem muitas divergências e discussões a respeito do tipo de parto. Quero deixar claro aqui que odeio essa conversa de ser mais ou menos mãe. Isso não existe. Todas são mães, independente de o bebê ter nascido por parto normal, cesário ou se ele veio de outra mãe e ficou como filho do coração.

Eu defendo com unhas e dentes o parto normal, pq é o parto que sonho pra mim. Um parto para o qual meu corpo foi preparado: todos os músculos, ossos, ligamentos, tudo vem sendo preparado durante os anos de minha vida para esse momento. Um parto com o mínimo de intervenções possíveis, onde eu possa ter minha liberdade de expressão, de opinião e onde eu possa sentir todo o poder do meu corpo. Enfim. Sei que há dor, mas sei que eu vou estar lá, inteira nesse momento único da minha existência.

É claro que existe a possibilidade da cesária ser necessária. Algo pode dar errado no percurso e ai, temos a cesária como meio de consertar as coisas, de ajudar. Mas esse negócio de marcar a cesária porque o médico quer ou porque eu tenho medo da dor ou medo de como vai ficar lá embaixo ou qq outra coisa que não seja a minha saúde e a do meu bebê, é um absurdo. Cesária é cirurgia. Há grandes riscos... bem maiores que no parto normal. Hoje existe a possibilidade da anestesia peridural durante o parto normal ou da analgesia. Eu não descarto a possibilidade de querer a analgesia, mas nunca a peridural - é quase a mesma coisa que fazer uma cesária. Graças a Deus, a peridural quase não é utilizada no PN, mas pelo sim, pelo não, resolvi colocar esse texto aqui, para fazer todo mundo refletir.

Esse texto foi extraído do livro "Quando o Corpo Consente" de Marie Bertherat, Thérèse Bertherat e Paule Brung. É o diário de gravidez de Marie. Foi escrito em 1997 e apesar de ser um pouco antigo, tem muitas lições importantes para quem está grávida. O texto abaixo foi escrito pela parteira Paule Brung. Leia com atenção.
As mulheres não reagem da mesma maneira à dor do parto. Algumas se contorcem de dor, outras não sentem nada ou quase nada. Por diversas razões fisiológicas e psicológicas. Nosso corpo não está inerte diante da dor, ele tem suas defesas próprias. No momento do nascimento, o organismo materno secreta um hormônio chamado endorfina. É um analgésico semelhante à morfina. A endorfina adormece a dor e proporciona bem-estar. Se o relacionamento do pessoal da maternidade com a mãe for calmo e apaziguador, a secreção de endorfina aumenta. O ambiente, o meio no qual a mulher dá à luz, a confiança que ela tem, ou não, em si mesma, na parteira e no médico influem muito no modo como ela vai sentir dor. Um estudo feito na Inglaterra e citado por Jeannette Bessonard em "Oles des Gesfemmes", mostra que, quando as mulheres conhecem a parteira (ou o médico) que as assiste, o número de anestesias durante o trabalho de parto diminui ao mesmo tempo em que cresce a proporção de partos normais e naturais.

A esse propósito, lembro-me da Sra. D. Quando chegou à maternidade, estava sorridente e tranqüila. O trabalho caminhava rapidamente, ela controlava muito bem as contrações até que a enfermeira, ao levá-la para a sala de parto e achando que fazia uma piada, disse que iam para a "sala de torturas". A Sra. D. deixou de controlar as contrações, ficou subjugada pela dor e tivemos muita dificuldade para fazê-la retomar o trabalho correto. Era a única frase que não poderia ter sido dita.

A dor também não é estranha à história emocional da mulher. Ela deseja ou tem receio de soltar o filho, de pô-lo no mundo? Tem medo da separação? Todo parto remete ao próprio nascimento. Ao dar à luz, a mãe revive o trauma de sua chegada ao mundo. Se nasceu com a ajuda de fórceps, vai ter medo do fórceps. Se nasceu por cesariana, terá medo de cesariana. Ora, é quase sempre o medo e a angústia que provoca a dor. É uma teoria antiga, que verifico a cada nascimento. A mulher com medo tem contrações exageradas nos músculos, principalmente na região lombar e na bacia. O bebê se encaixa mal, o útero precisa redobrar esforços para superar o obstáculo muscular, as contrações serão mais fortes,mais longas e mais dolorosas. Cai-se num círculo vicioso. Como enfrentar as contrações, como torná-las suportáveis e como dominar a dor? Como conservar a calma e viver intensamente, mas sem experimentar as sensações tão fortes e poderosas da vinda ao mundo?

As contrações não duram para sempre, porque todas elas são eficazes. A dor existe, mas dá para suportar, porque o bebe sairá logo. Se você ainda não optou pela anestesia peridural e a deixou de lado como um coringa a ser usado caso a dor se torne insuportável, é provável que nem venha a precisar dela. Não sentirá vontade, nem necessidade de ser anestesiada. Vai viver o parto em toda a sua plenitude. As parteiras costumam dizer que a anestesia peridural as relega a um papel técnico; é o médico quem decide tudo. Outras, porém, gostam da anestesia porque a função delas fica mais fácil, já que as paturientes não dão trabalho. Isso revela um novo estado de espírito. Acaba-se esquecendo que quem dá à luz é a mãe, e não o médico ou a parteira! A anestesia cria uma separação entre a mulher e seu corpo no momento em que ela mais tem necessidade de saber, e sobretudo de sentir, o que está acontecendo. A mãe fica imobilizada, pregada numa cama durante todo o trabalho, sem a possibilidade de fiar-se em suas sensações - que praticamente deixam de existir. Ela só obedece à ordens do médico e sujeita-se a suas intervenções. A parte superior do corpo assiste, impotente e submissa à intervenção médica efetuada na parte inferior. Incapaz de participar, a mulher fica condenada a suportar; quanto ao bebê, tem de enfretar sozinho as contrações. A mãe é forçada a abandoná-lo em plena tormenta; não seguem juntos o mesmo percurso.

Para quem quiser ler mais, pode baixar o livro aqui. É só clicar, ter um pouco de paciência para o arquivo ser carregado e salvar. Espero que gostem e até, que mudem de idéia. Sempre há tempo.
Também uma ótima reportagem que saiu na revista Época desta semana: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI204610-15230,00.html
Bjsss

13 comentários:

MAMÃE DE GÊMEOS disse...

Muuuito interesante esse texto!
Ha adooorei ver nossos nomes no time dos gêmeos!

Carol Liôa disse...

concordo plenamente, esse negocio de ser mais mãe, menos mãe ñ existe, quem inventou essa so pode ser um homem.... rsrsrs, lindo esse texto sobre o PN, concordei com tudo!!! vou ja ler mais nesse link!! bjss

Edna Fernandes disse...

Adorei tudo!! Foi de extrema importância esse texto!!
Algumas pessoa dizem que depois do parto normal não fica do mesmo jeito, acho isso ridiculo, isso e coisa de gente sem informação
bjs

Juliana Fernandes disse...

É isso aí, Pri!! Deus há de te ajudar a ter o parto normal que você tanto sonha!!
Tô contigo e não abro!
Beijokas pra vcs,
Mamãe Ju

Queli disse...

Sabe q nunca leio essas coisas pq geralmente é aquela mesma "lenga lenga" contra a cesarea, mas achei SUPER INTERESSANTE esse trecho q vc escolheu.
Não poderia ser melhor e não teve aquele ar de PNxPC.
Ótima escolha.
Bjs

Tati Carmo e Melo disse...

Muito bom o texto, Pri! Também estou firme no meu desejo de ter um parto normal. E, se Deus quiser, em uma semana!!!
Beijosss

Renata Olah disse...

Prisss... obrigada pelo recadinho!!! Pode pôr o textinho aqui se quiser!
Em breve vou escrever mais sobre amamentação! Só me tá faltando tempo, pra sentar e escrever bem bonitinho! Beijosss

Julia disse...

Pris, sou da área da saúde e entendo perfeitamente os prós e contras de se optar por uma cesarea sabe.
Já fui defensora ferrenha do pn, mas hoje eu sou a favor da informação, apenas da informação, acho que a mulher pode escolher o que quer sim, mas consciente de tudo, e não por indução médica!

Acho que cada uma sabe das escolhas que faz, e hoje analisando acho que o parto é algo muito pequeno perto do que é a maternidade em si, portanto, não to nem me preocupando com o parto.

Mas espero de ♥ q vc tenha seu sonhado parto normal!
Acho lindo, mas não sei se é pra mim, de qualquer maneira não descrto a possibilidade de ter a Mimi por pn não.
Enfim, que td ocorra da melhor maneira independente do que for!

Super beijo

Juu e Yasmin

Fatima disse...

Oi Pri, eu concordo plenamente com você!!! Também sonho muito com um Parto Normal, o mais Natural possível e, com a graça de Deus, será dessa forma que nossos meninos virão ao mundo!!!

Mas penso que cada mulher deve ter o seu direito de escolha. Hoje conversei muito com uma colega minha que tem 2 filhos, os 2 por cesárea, agendada e por sua própria escolha. Entendi perfeitamente as razões dela, foi assim que ela se sentiu mais segura e tranquila para dar a luz. Quando falei da minha decisão do PN, ela me achou meio louca, mas acabou me entendendo também. Sinceramente, eu tenho muito mais medo da cirurgia! Espero não precisar passar por uma, porque com certeza não estarei tranquila.

Beijos!!!
E que Deus nos dê uma boa hora!!!

Mummy Brown disse...

Super legal este trecho do livro Pris, eu também publiquei o ultimo post qeiu fala sobre meu parto as expectativas e realidades rs. Espero que todas que desejamos possamos ter este tao almejado parto normal. Bjos

disse...

Tá certíssima, nenhuma mãe é mais mãe pelo tipo de parto.
Já ví muita mulher escrevendo mal de cesárea (ainda quando grávida), idealizando o PN e no fim, na HORA do vamos ver pediu o PC correndo!
Acho que só deve falar mal de alguma coisa quem passou por ela, quem vivenciou.
Eu penso que eu poderia ter feito PN, mas até ai no momento grávida que eu estava, foi o PC que ESCOLHI.

Parabéns por expor sua opinião sem ofender!

Bjs

Naná Jacob disse...

Pris,concordo cm tudo que foi dito por você, e amei o texto que vc postou....

se der vou tentar fazer o download do livro...

obrigada pela visita

beijos

Jéssica Araújo disse...

Lindona, tbm concordo que o corpo da mulher é preparado pra um pn, mas hora tem mesmo que avaliar as condiçoes da mae e do bebe. Beijiinho

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